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10/09/2016


        Activas: filial caxiense sofre menos na crise

Activas: filial caxiense sofre menos na crise

Activas: filial caxiense sofre menos na crise

Entre os agentes autorizados da Braskem, a Activas foi o primeiro a subir a Serra Gaúcha. Aberta em 2002, a filial de Caxias do Sul foi a primeira da distribuidora presidida por Laércio Gonçalves. “Nesses 14 anos, ela atingiu participação de 18% em nosso volume mensal de vendas a cerca de 250 clientes ativos do polo”, eles descreve.

Quando a filial estreou, lembra o distribuidor, seu propósito era comercializar materiais nobres, preenchendo as expectativas quanto a peças técnicas vindas de indústrias finais como as montadoras locais de veículos. “Além desse segmento e de sediar o segundo polo metalmecânico nacional, a região atraía pelo efetivo de ferramentarias e indústrias alimentícias e têxteis”, completa Gonçalves. Anos depois, quando ele realizou seu sonho obsessivo de entrar para a rede Braskem, a Activas despontou como fonte de poliolefinas na Serra.

A prospecção de clientes e o aumento do leque de segmentos cobertos no nordeste gaúcho , sustenta o distribuidor, eximiram a filial caxiense da colisão com mais de dois anos de crise na intensidade sofrida pelo mercado. “O sucesso do nosso negócio depende da organização da equipe comercial e quanto mais a empresa é conhecida, mais fácil torna-se fixar a marca e incutir confiança no comprador, em especial numa região de forte preferência por fornecedores dali mesmo ”.

http://plasticosemrevista.com.br/a-espera-do-minuano-da-demanda/
Matéria: Virtuose das UDs, Seção Visor: Serras Gaúcha/ Martiplast - Plásticos em Revista, Ed.629, setembro/2016

Página 11

 

Os planejadores da petroquímica brasileira consideravam perfeito um complexo com uma concentração de clientes nas proximidades, capaz de elevar a rentabilidade do negócio através da economia logística, absorvendo um bom bocado das resinas ali geradas. Em lugar algum esse modelo chegou mais perto do ideal que no Rio Grande do Sul e, no bojo do Estado, o polo da Serra Gaúcha resultou no mais estruturado agrupamento de transformadores de plásticos do país. “Temos aqui um cluster industrial muito interessante e diversificado, atributos que viabilizam a colaboração e compartilhamento entre as empresas”, descreve Jaime Lorandi, presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás). “Além de vizinhos dos demais membros do Mercosul, atuamos numa região de intensas oportunidades, pois industrializada ao extremo nos segmentos metalmecânico, eletroeletrônico e moveleiro”.

Na selfie do momento, o setor sob a guarda do Simplás aloja 431 indústrias, à frente de um parque superior a 4.000 máquinas em ação – em especial injetoras – e incrustado nos municípios de Caxias do Sul, Farroupilha, Flores da Cunha, Vila Real, Garibaldi, Coronel Pilar, Nova Pádua e São Marcos. Pelo critério do número de funcionários, Lorandi reparte seu contingente de associados entre 332 microempresas, 66 pequenas. 30 médias e uma grande. “Entre 2009 e 2014, operando em torno do segundo maior polo metalmecânico nacional, em Caixas do Sul, a manufatura na Serra Gaúcha de componentes para veículos pesados experimentou crescimento exponencial”, ele distingue.

Retomando o fio da atualidade, Lorandi estima a capacidade instalada do polo em 500.000 t/a e atribui a ele a participação de 70% do consumo estadual de resinas para peças técnicas e de 85% para mobiliário. “Em 2012, nosso polo consumia por volta de 280.000 toneladas de resinas e deve fechar este ano na casa das 350.000”, projeta. “No plano histórico, a trajetória do consumo é aceitável, pois nossa base territorial aloja empresas com potencial de processamento bem maior, a ser preenchido mediante o trabalho de absorver mais mercado e espaço de concorrentes”.

A musculatura dos dígitos não imunizou o polo contra a asfixia da economia nos últimos dois anos, apagão piorado pela sangria desatada nas contas do governo do Rio Grande do Sul. “De modo geral, a crise estadual não atingiu por ora o nosso setor, mas a recessão o tem tratado muito mal”, lastima Lorandi. Ele toma Caxias do Sul como termômetro da conjuntura: “entre agosto de 2015 e o mesmo mês em 2016, a indústria caxiense encolheu 18,6% e, no âmbito da transformação de plástico no nordeste gaúcho, a quantidade de empregos caiu 8%, pelo menos cinco filiados do Simplás pediram falência e o polo da Serra hoje roda com cerca de 30% de ociosidade”.

Efeito dominó, as intenções de investimento, exceto quando indispensáveis, hoje hibernam no mapa do sindicato. “A ausência de aportes de recursos resulta do impacto da crise numa região que sedia um polo da cadeia de veículos pesados, integrante de um dos setores mais abalados pela crise”, nota Lorandi. No plano geral, assinala, a indústria de bens de capital, o segmento mais forte e rentável para a Serra Gaúcha, tem sido a mais abalroada pela falta de crédito e juros recordistas no planeta e, por essas e outras, hoje ela estropia seus fornecedores. “O suprimento de peças injetadas para veículos pesados é reduto de nossos filiados que mais sofre hoje em dia e a expectativa é de uma retomada lenta e gradual, considera. “Já o segmento de transformados para o setor moveleiro tem resistido algo melhor, com queda menos acentuada e conseguindo tirar algum proveito das exportações de seus clientes”.

Lorandi espera pela luz no fim do túnel para seus filiados tirarem os investimentos do freezer. “Ainda há muita incerteza no ar, mas, ao menos na esfera política, o país parece estabilizado e com comando definido”, enxerga. “Resta aguardar e pressionar pelas medidas necessárias para a retomada começar o quanto antes”.

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